Músicas

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Itinerário da Escuridão

Adormecido em minha comiseração 
Envolto pelo meu desencanto 
Vejo as almas ainda perdidas, 
sozinhas, esvaindo-se de aleive. 
Desperto de minha agonia, 
Venho despido de altivez e falsidade 
As horas se vão e os dias se passam, 
atravessam a realidade e caem 
Quimeras vivem. 
Percorrem os caminhos denso de dor 
Sustentam-se de aparências 
Olvidam a essência do orbe 
Regressem, ou sorvam o cálice amargo da dor. 
É como esperar a nudez 
de um amanhecer cinzento
na esfinge de emoção sobre meu sepulcro
não basta abrir o coração
não é bastante não ver!
Para contemplar os jardins frios e tristes. 
É preciso também não ter amor nenhum. 
Sem amor não há sentimentos: há idéias apenas. 
Há só uma porta fechada, e todo o mundo lá fora; 
e um sonho do que se poderia ver se a porta se abrisse, 
mas que nunca é o que se espera quando se abre a porta.
Sinto-me morrer... 
Somos produto de um erro;
Há tanta vida, dor e mentiras lá fora.
Transes da morte por fim nos esperam
Já não sabemos se a contraímos ou se ela a nós.

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